15/01/2026
O CODIGO COSMICO

O Código Cósmico
A evolução cósmica se processa por meio da emergência de códigos informacionais não-locais quântico-holográficos que auto-organizam os padrões básicos da estrutura do universo. Este código cósmico é constituído por patamares evolutivos, correspondendo, cada um, ao surgimento no universo, de um novo mecanismo de memória mais complexo do que o anterior, com códigos informacionais específicos. Constitui um vasto reservatório de informação, uma ordem informacional significativa fundamental.
Essa linguagem cósmica se complexificou progressivamente, a partir do Big Bang ou o que tenha iniciado esta imensa cosmogênese, e se auto-organizou em alguns bilhões de anos, em energia, matéria, vida e consciência. Minha visão desta imensa embriogênese cósmica, que parece estar chocando este universo há aproximadamente 14 bilhões de anos, e do qual somos a parte consciente, é que cada um destes códigos informacionais corresponde a uma ruptura evolutiva, com o surgimento de um processo informacional de memória auto-organizador no universo, e que cada um deles gera um domínio cósmico específico: os reinos da evolução cósmica.
A Conscienciosfera
O mais elevado e complexo nível de evolução alcançado pelo universo. É um processo auto-organizador gerador de consciência, baseado em campos quântico-holográficos constituídos por fibras finas, que é dependente da dinâmica espectral pré-espaço-temporal descrita por Karl Pribram. Estes campos são os responsáveis pela interconectividade informacional, local (newtoniana clássica), e não-local (quântica holística), entre a mente humana e a mente- un
Não-localidade
A não-localidade é uma propriedade fundamental do universo, comprovada experimentalmente no mundo quântico, e mais recentemente em nosso mundo macroscópico, que demonstra a existência de interações instantâneas entre todos os fenômenos do universo. É uma consequência da Teoria do Campo Quântico, desenvolvida por Umesawa que conseguiu unificar os campos eletromagnético, nuclear e gravitacional, até então considerados independentes e interpretados de forma isolada, em uma totalidade indivisível subjacente. A teoria do campo quântico explica os fenômenos subatômicos, microscópicos e os macroscópicos, como a supercondutividade, e o laser, e é considerada a mais fundamental teoria física do universo. O campo quântico não existe fisicamente no espaço-tempo, como os campos gravitacional e eletromagnético da física newtoniana clássica, apesar de ser matematicamente similar a eles. Isto lhe dá um caráter peculiar não-local, ou seja, não se localiza em nenhuma região do espaço-tempo. Quando um fenômeno não-local acontece, ele instantaneamente influencia o que ocorre em qualquer outra região do espaço-tempo, sem que para isso seja necessário nenhuma troca de energia ou informação entre essas regiões. Segundo a física clássica, a física relativista, e o nosso bom senso, seria impossível existir a não-localidade, o que gerou a célebre controvérsia entre Einstein e Bohr, em 1927, na 5ª Conferência Solvay, na Bélgica. Einstein não podia admitir a existência de fenômenos não-locais, pois em sua Teoria Especial da Relatividade, publicada em 1905, a velocidade da luz c, igual a 300.000 km/s, é considerada uma constante universal, que não pode ser ultrapassada. Esta controvérsia acabou originando o célebre Paradoxo Einstein-Podolski-Rosen, em que Einstein e seus colaboradores demonstraram com um experimento de pensamento que, devido à esta impossibilidade de uma partícula viajar mais rápido do que a luz, a física quântica estaria incompleta. Postularam ainda a existência de ‘variáveis ocultas’, que seriam propriedades desconhecidas dos sistemas que explicariam esta discrepância. Mas, contrariamente ao esperado, foi demonstrado matematicamente por John Bell em 1964, que Einstein estava errado, e que após um átomo emitir duas partículas com spins opostos, se o spin de uma delas for alterado, mesmo que elas estejam separadas por anos-luz de distância, o spin da outra se modifica instantaneamente, revelando uma interação não-local entre elas, e a existência de uma unidade cósmica universal subjacente.
Desde então, a existência da não-localidade têm sido dramática e convincentemente comprovada nos experimentos da física moderna. O golpe de misericórdia foi dado em 1982 pelo físico francês Alain Aspect , que comprovou experimentalmente e definitivamente a existência de ações não-locais entre dois fótons emitidos por um átomo. Mais recentemente, em julho de 1997 (cf. Science, vol.277, pg 481) Nicolas Gisin e col. comprovaram a existência desta ação quântica não-local instantânea em escala macroscópica entre duas localidades na Europa.
